
O ano de 2026 começou movimentado para os fãs de animês. Após uma Temporada de Inverno com nomes fortes, como a 3ª temporada de Jujutsu Kaisen, a 2ª temporada de Frieren e a Jornada para o Além e o 3º ano de Oshi no Ko, os títulos da Temporada de Primavera também prometem boas novidades, incluindo a estreia de Witch Hat Atelier (também conhecido como Atelier of Witch Hat).
Com um mangá de sucesso publicado desde 2016, com autoria de Kamome Shirahama, a história chama a atenção por apresentar conceitos interessantes sobre magia, uma protagonista carismática e uma construção de mundo que une o mágico e o lúdico, com uma pitada de mistério. Todos esses elementos ganham destaque nos dois primeiros episódios do animê, que já conferimos a convite da Crunchyroll.
Magia apenas para escolhidos?

Coco tem o primeiro contato com magia antes mesmo de entender o que isso significa | Reprodução/Crunchyroll
Seguindo o primeiro volume do mangá, Witch Hat Atelier começa mostrando a realidade de Coco (voz original de Rena Motomura). A jovem deseja de todo o coração ser capaz de fazer magia, um conceito que define como “milagre conveniente” que ajuda a vida das pessoas. Porém, no mundo em que vive, a magia é um dom que acompanha cada um ao nascer e não pode ser ensinado. Ou, pelo menos, é nisso que todos acreditam.
Coco, então, vive uma vida pacata com a mãe em um pequeno vilarejo, e a ajuda a cortar tecidos com uma precisão que surpreende por sua pouca idade. A protagonista não é infeliz, mas gostaria de fazer algo para além dos muros de sua casa. Um desejo que se realiza de forma inesperada.

Usar magia sem conhecimento é um dos maiores perigos deste mundo. | Reprodução/Crunchyroll
Após conhecer o mago Qifrey (voz original de Natsuki Hanae) na loja de sua mãe, Coco revela que teve o primeiro contato com magia ainda na infância, quando ganhou um “livro de colorir” mágico e uma varinha de um estranho bruxo com o rosto coberto. Ao descobrir como os artefatos funcionam, ela acidentalmente cria um “feitiço” proibido, que a obriga a sair de casa, tornando-se pupila de Qifrey.
Tudo acontece muito rápido, em um ritmo que deixa tanto Coco quanto o público apreensivos. Em menos de dois episódios, a jovem é retirada do lugar que conheceu durante toda a vida, precisa lidar com o fato de saber um grande segredo sem querer e entrar de cabeça em um mundo repleto de livros e ensinamentos ocultos. Um começo e tanto para um animê que promete conquistar muitos novos fãs e agradar quem já conhece a história.
O mistério que ronda tudo

Qifrey parece um querido, mas confiamos desconfiando. | Reprodução/Crunchyroll
A parte técnica é, sem dúvidas, um dos destaques dos dois primeiros episódios de Witch Hat Atelier. Com direção geral de Ayumu Watanabe (Ace Attorney), produção de Hiroaki Kojima (Komi-san) e Kairi Unabara (Pokémon Evoluções) no desenho de personagens, o animê encanta com um visual geral que remete a um universo fantástico, mas sem abrir mão de um toque bucólico do interior. A casa de Coco, por exemplo, tem todo o ar de um conforto levemente deslocado, que reflete os sentimentos da garota até aquele momento. Já quando a magia entra em cena, inicialmente com a chegada de uma carruagem voadora, a trilha sonora e o movimento de cena mudam, refletindo que existe algo maior naquele universo.
Curiosamente, esse é um sentimento constante logo no começo da história. Desde o mistério envolvendo o bruxo que deu o “livro de magia” para Coco, até momentos curiosos envolvendo Qifrey, há um sentimento constante de que várias coisas estão escondidas naquele mundo, do qual vemos apenas uma parte.
Claro, esse é um dos plots da história, e um primeiro grande mistério já é revelado logo no começo. Mas, ainda assim, tudo parece continuar estranhamente conveniente. O próprio Qifrey é um exemplo disso. Apresentado como um mago prestativo e simpático, ele age de forma diferente quando não está na frente de Coco e, embora seja um professor conhecido e tenha outros alunos sob sua responsabilidade, ele indica estar envolvido em algo maior que se mantém em segredo. A mãe de Coco também parece querer contar um segredo para a filha, mas muda de ideia na última hora.
Esse ar constante de “existe uma grande conspiração” é intercalado com momentos leves, em que Coco está descobrindo o universo ao redor e tornando-se, de fato, uma aluna de magia. Como uma “não-sabe”, ou seja, alguém que não nasceu com o dom de fazer feitiços, ela fica perdida quando chega à escola organizada por Qifrey, e essa parte da história tem momentos engraçados e suaves, inclusive com as colegas de aula.
Como em muitas obras, Coco assume o papel de olhos do público, desbravando, entendendo, errando e caminhando por essa realidade nova e desconhecida, com a qual ela tanto sonhou, mas que parece ter camadas totalmente inesperadas.
E assim seguimos junto com ela, em uma jornada que promete ser encantadora e impactante na mesma medida. Se continuar equilibrando uma narrativa instigante com a qualidade visual mostrada nos dois primeiros episódios, o animê tem tudo para ser um dos destaques da temporada e, por que não, do ano de 2026.
Witch Hat Atelier estreia em 6 de abril na Crunchyroll, com dois episódios.
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