Primeiras impressões de ‘Cyberpunk: Mercenários 2’

Primeiras impressões de ‘Cyberpunk: Mercenários 2’

Chegando com os dois pés na porta e sem pedir licença, a segunda temporada de Cyberpunk: Mercenários tem um episódio de estreia frenético, colorido e visceral.

A convite da CD Projekt Red, desenvolvedora de Cyberpunk 2077, tivemos a oportunidade de assistir ao primeiro episódio antes de sua estreia na Netflix, que acontecerá no dia 20 de outubro.

 

Retornamos à Night City, a mesma cidade onde se passa a primeira temporada, mas que agora conta com um elenco inédito. Ainda que nos sejam estranhos, basta alguns segundos de tempo de tela para que os personagens capturem a atenção dos espectadores, com carisma e, por vezes, até estranheza.

Em menos de 30 minutos, a trama de Bartosz Sztybor, que retorna como escritor do animê, estabelece relações com maestria e nos apresenta o principal dilema de alguns dos personagens principais.

É muito difícil não se deixar cativar por Roman, o garoto de cabelo loiro que tem um amor por filmes que não cabe dentro de si. Ele circula pelo ambiente com uma câmera nas mãos, registrando momentos da vida em Night City, sejam eles ultraviolentos ou cotidianos.

Imagem: Reprodução

A presença de Roman torna tudo muito mais tenso, porque queremos torcer por ele em um mundo que está sempre jogando contra e sabemos, pelos acontecimentos da temporada anterior, que é extremamente cruel.

 Em contrapartida à pequena figura de Roman, temos o Rei: um brutamontes completamente tunado de cromo que parece indestrutível, mas que nos primeiros momentos do episódio já nos mostra seu maior ponto fraco.

Também vale a pena falar de Talia, uma moça que parece ter saído diretamente de Guerreiras Mágicas de Rayearth, com seu penteado característico dos anos 1990 (mas cheia de implantes que a distanciam muito das heroínas da Clamp). E, claro, o rapaz misterioso de cabelos pretos e aparência séria, que traz mais perguntas que respostas para os espectadores.

Imagem: Reprodução

Ângulos inusitados, sequências frenéticas e brutais, feições caricatas, cores saturadas: a assinatura do Studio Trigger está por toda parte. O estúdio de animação, que também foi responsável por títulos como Kill la Kill, Little Witch Academia, Promare e a primeira temporada de Cyberpunk: Mercenários, entrega ação visceral e tripas para todo lado enquanto trabalha os traumas dos personagens (e causa alguns em quem está assistindo).

Além de Talia, há outros elementos que evocam uma nostalgia dos anos 90, como o fato de que as filmagens de Roman são mostradas em 4:3 e com as imagens granuladas, até mesmo a animação que imita aquele “protetor de tela” tão comum em DVDs na época, onde o logo ficava se movendo de forma aleatória pela tela até bater em um canto e mudar de direção. Apesar dessa viagem no tempo, os temas tratados são bem atuais, dando uma cutucada nada sutil em conteúdo gerado por IA, por exemplo.

A abertura é um espetáculo à parte. Embalada pela canção “10:15 Saturday Night”, da banda The Cure, a animação remete à Cowboy Bebop, usando silhuetas e cores marcantes para causar impacto logo de cara. Já o encerramento do primeiro episódio é bem mais leve, mas também conta com uma boa dose de melancolia, adotando tons pastéis e um visual mais amigável para mostrar a trajetória do jovem Roman.

Para quem já é fã do animê, Cyberpunk: Mercenários 2 promete entregar um espetáculo no mesmo nível da primeira temporada: violento, gráfico e de partir o coração. Para quem ainda não conhece, vale a pena assistir aos 10 episódios que estão na Netflix enquanto aguarda a estreia da segunda temporada, que chega na íntegra no próximo dia 20.


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via CineLive365

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